Buscar
  • ADVOGADO CRIMINAL

Golpes com DDD 51- Casos de golpes no Rio Grande do Sul

Falsários estão buscando aplicar golpes por meio da internet tendo como alvos homens que tenham trocado fotos de nudez via redes sociais.


O mecanismo é bem montado e induz a vítima a pensar que quem está enviando a mensagem ameaçadora é um delegado de polícia do Rio Grande do Sul.


QUER CONSULTAR OS DADOS DO FALSÁRIO? BUSCAMOS ORIGEM DO CPF E TELEFONE CELULAR DO GOLPISTA - CLIQUE AQUI


O golpe começa quando um mulher bonita demonstra ter interesse em corresponder-se com um homem por uma rede social. Depois de algumas mensagens trocadas, ela envia fotos sensuais para ele e sugere que ele também mande fotos para ela.


É relativamente algo comum na atualidade e não se pretende dizer que sempre que isso aconteça possa se tratar de um golpe, mas é recomendável tomar todos os cuidados.


De repente, quando o internauta menos espera, ele recebe uma mensagem enviada supostamente pelo delegado, nos termos aqui reproduzidos: “SOU DELEGADO DE POLÍCIA ESTOU COM UMA FAMILIA AQUI NA MINHA DELEGACIA COM UM CONTEÚDO PORNOGRÁFICO DO SR ENVOLVENDO UMA MENOR DE IDADE É CONSIDERADO CRIME DE PEDOFILIA COM PENA DE 4 A 8 ANOS DE PRISÃO E SE O SR ME BLOQUEAR VOU TERMINAR DE DIGITALIZAR SEU MANDATO DE PRISÃO E ENVIO PARA SUA CIDADE EM 24 HORAS O SR ESTARÁ FORAGIDO ALÉM DE EXPOSTO A REDES DE TELEVISÃO E JORNAIS”.


Ao receber a mensagem, mesmo contendo erros, como o de grafar “mandato” de prisão, o internauta fica assustado, imaginando que a mulher embora não aparentasse poderia ser menor de idade e acaba acreditando que possa ter mesmo feito algo de errado.


Na sequência, recebe ligação do tal “delegado” afirmando que a família da garota pegou o celular dela, viu as fotos e registrou um boletim de ocorrência, porque a menina está muito assustada e precisou ser internada em um clínica de reabilitação.


Para obter mais credibilidade, o falso delegado envia as fotos que o internauta mandou para a “menina”. Insiste que não quer prejudicar o internauta e que irá propor um acordo à família: que se ele pagar a internação da menina, não precisará responder criminalmente pelo delito cometido. À primeira vista, parece ser uma boa solução.


Começam, então, a falar dos valores. O falso delegado envia cópia do “contrato com a clínica”, mostrando que o custo passa de R$ 8 mil.


Aí, o internauta se assusta com o valor e o delegado diz que vai negociar para que a família pague metade; afinal, os pais não cuidaram direito da jovem e precisam responder por isso também. Para se ver livre da prisão e do escândalo, o internauta aceita e pede um tempo para conseguir o dinheiro.


Nesse meio tempo, o falso delegado envia os dados de uma conta bancária na Caixa Econômica Federal, que supostamente seria da mãe da menina. Provavelmente, seja conta aberta com documentos falsos ou pertença a uma parceira ou parente dos estelionatários.

Em resposta ao nosso questionamento, recebemos mensagem informando que a Polícia Civil gaúcha dispõe de um aplicativo – gratuito, para iOS e Android – chamado “PC Alerta”.


Nele, foram reunidos alguns dos principais golpes aplicados por estelionatários no estado e traz dicas de como evitá-los, bem como qual o modus operandi utilizado pelos criminosos na maioria das vezes. O golpe das nudes, inclusive, está descrito nele, como “Fotos íntimas”; relata que têm sido aplicados golpes como se fossem pais da “menina” e outras vezes fazendo-se passar por policiais civis, como foi o caso informado ao Click Guarulhos.

O esquema pode até estar sendo operado de dentro das prisões, sem que as mulheres cujas fotos estão sendo enviadas sequer saibam que suas imagens estão sendo usadas para cometimento de crimes. Tudo é feito de forma a provocar medo no internauta que está sendo achacado. Pouco depois de meia hora, novas mensagens chegam, com o falso delegado insistindo que é preciso enviar comprovante do depósito, para que não dispare o pedido de prisão ao juiz: “EU PRECISO DE UMA FOTO DO COMPROVANTE POR GENTILEZA”. Ao tentar ligar para o “delegado”, o internauta ouve que “esse número de telefone não existe”.


Para pressionar o internauta, o falso delegado chega a mandar cópia do ofício que teria mandado ao juiz pedindo a prisão preventiva do autor do crime, aqui reproduzido, mantido em sigilo a identidade do delegado cujo nome está sendo indevidamente usado pelos meliantes. Detalhe: assim como na mensagem enviada antes, o oficio contém erros.

É importante ficar alerta. Explicamos detalhadamente o procedimento dos falsários, para evitar que mais pessoas sejam vítimas desse tipo de extorsão.


A recomendação básica é que se desconfie de pedidos de amizade de pessoas que não conhece e que não envie nem repasse fotos íntimas, principalmente se a aparência for de adolescentes.

0 visualização0 comentário