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Golpe do falso advogado: saiba como os criminosos agem, e veja como não cair em roubada

Um golpe em que criminosos se passam por advogados reais no WhatsApp tem feito várias vítimas por todo o Brasil, e os golpistas também estão atuando em Curitiba.

De acordo com informações apuradas pelo Diário de Curitiba, os estelionatários conseguem dados de processos e entram em contato com os autores das ações usando nome e logo de conhecidos escritórios de advocacia. Eles alegam, por exemplo, que o dinheiro da indenização foi liberado, enviam certidões supostamente emitidas pelo Tribunal de Justiça e pedem dinheiro a título de custas ou pagamento do imposto de renda.

Foi o que aconteceu com um cliente de um famoso escritório de advocacia em Curitiba no dia 23/02. Com um precatório para receber, o cliente, que não quis ter seu nome revelado, conta que recebeu uma mensagem de uma pessoa que dizia ser o advogado Fernando De Carli, seu próprio advogado. Para obter o valor liberado com mais agilidade, ele teria de transferir um montante em dinheiro para uma conta. O cliente desconfiou da abordagem, entrou em contato com escritório do De Carli e descobriu a tentativa de fraude.

De Carli, que teve seu nome usado pelo golpista, conta que assim que ficou ciente da tentativa de estelionato entrou em contato com todos os seus clientes alertando sobre o golpe, e dando dicas de como eles poderiam se proteger. De acordo com ele, a principal dica é telefonar para o número que a pessoa já usava para contatar seu advogado assim que receber qualquer mensagem suspeita sobre as ações judiciais. “Além disso, é preciso considerar que o pagamento de custas judiciais é feito via guia emitida pela própria Justiça, e nunca a pessoas físicas, via Pix, como acontece neste golpe”, explica De Carli.

Os golpistas também usaram o nome da advogada Christhyanne Bortolotto, e abordaram alguns de seus clientes no fim do ano passado. Ela entrou em contato com a OAB Paraná, e a entidade registrou o Boletim de Ocorrência, e, por intermédio do seu Diretor de Prerrogativas, Alexandre Salomão, encaminhou ofício ao delegado de polícia titular do Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Paraná (Nuciber), José Barreto de Macedo Junior. Da mensagem constam informações sobre a conta indicada pelos estelionatários, bem como o número de Whatsapp de onde partem suas chamadas.

De acordo com a OAB Paraná vários outros advogados relataram que também tiveram seus nomes indevidamente utilizados por estelionatários para extorquir clientes. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso.




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